quinta-feira, 31 de março de 2011

Alface e Alho Francês

Agora que a hora mudou, chego a casa e ainda tenho luminosidade suficiente para me dedicar há horta.
Vejam como foi produtivo o trabalho da Inês, do Francisco e meu.
Um bom trabalho de equipe.


Amazónia

Poderia começar este artigo referindo a minha última expedição à Amazónia e posterior incursão na região de Ribeirão Preto, e que teria seleccionado esta fotografia como uma das mais ilustrativa das extensas culturas de cana de açúcar que por lá proliferam. Enganava-vos bem.
Mas não, o que vêem aqui não é nada mais nada menos que a cultura de alhos do meu quintal.
Só uma coisa me preocupa, ainda não vejo cabeças. 
Será que se aplicará a expressão popular "muita parra, pouca uva", espero que não!


Uma cebola perfeita


A fotografia que vêem abaixo é um dos melhores exemplares de cebola do meu quintal, tirada imediatamente antes de capinar a erva em torno da cultura. 
Reparem que a força do vegetal é tanta que nem cabe dentro da terra.
Está quase pronta para ir para o tacho, uma cebolinha biológica, sem aditivos, químicos, pesticidas, herbicidas ou conservantes, guardando o verdadeiro sabor original.
Por vezes não é preciso inventar muito, basta aceitar a generosidade da natureza.  


Muitas Alfaces


Estas alfaces têm três semanas depois de compradas na Cooperativa Agricula de Loures e plantadas.
Três diferentes espécies, a saber: lisa ao fundo à esquerda, alface roxa à direita e entre as duas a alface frisada. No entremeio consegue-se identificar a aplicação de uma técnica avançada de cultivo que me encontro a experimentar com o sucesso visível, plantei algumas cebolas entre as alfaces, as cebolas afastam o bicho e as alfaces cobrem de tal forma o solo que evita a propagação de ervas daninhas e mantêm a humidade do solo. Uma simbiose perfeita



quarta-feira, 23 de março de 2011

Primavera

No dia 21 de Março começou oficialmente a Primavera. E começou como deve ser começada qualquer coisa, com convicção e toda a pujança.
Ao fim de tantos meses sem ver o sol, nalguns dias nem mesmo a sua silhueta, foi doloroso e chegou a ser depressivo.Mesmo para uma pessoa que foi à tropa, que aí se alimentou do pão que o diabo amassou, que percorreu o caminho das pedras de botas encharcadas do frio da serra de Sintra, a dormir em cima do granito afiado, a rastejar com as silvas a cortar os pulsos negros do peso da G3 e o vento a rasgar o pescoço já cansado de carregar um quico de ferro enferrujado datado da guerra da ultramar. Até para mim foi descobrir descobrir o espaço do sol para me orientar no tempo.
Bem, afinal de contas, quem apreciaria a Primavera se nunca houvesse Inverno.